Grupo Capoeira Angola Malta Nagoa

Grupo de Capoeira Angola Malta Nagoa :: Encontros :: Segunda a Sexta :: 17h30 as 19h30 Bloco 3E - Campus Santa Mônica Contra mestre Guimes Professor Foguinho contra mestre :Guimes@ufu.br Prof.foguinho :angolafogo@yahoo.com.br

4.10.2006

Dr. Ms.João Pequeno recebendo o seu titulo de Doutor Honoris pela Universidade Federal de Uberlândia pelo reconhecimento da capoeira angola

Grupo de capoeira angola Malta Nagoa na praça da bicota

4.07.2006

Trabalho social no CAPSad (Centro de Atenção Psicosocial de Álcool e Drogas) no Bairro Tibery Prof. Foguinho

Mestre Pastinha no hospital

4.05.2006

Drs. Ms João Pequeno e João Grande

3.31.2006

Mestre Pastinha.

3.14.2006

Biografia do Dr.Ms João Pequeno de Pastinha

JOÃO PEQUENO DE PASTÏNHA.

Nasceu com o nome de João Pereira dos Santos no interior da Bahia, em Araci, em 27 de dezembro de 1917.
Filho de Dona Maria Clemência de Jesus e de don Maximiniano Pereira dos Santos.

A INFANCIA NO INTERIOR, E A VIDA NA CAPITAL

De Araci a família mudou-se para Serrinha que parecia ter mais oportunidades para a família.
Em 1933, acompanhando a mãe, foram andando para Alagoinhas, já que teve uma seca grande e todo mundo estava indo embora.
Um ano depois mudaram-se para Mata de São João, onde viveram uns dez anos. Cada vez mais próximos da Capital.
Em Mata de São João, trabalhou no campo e na plantação de cana- de -açúcar, na fazenda do Dr. Cícero Dantas, trabalhou de chamador de Boi. Hoje o lugar é conhecido como Colônia JK.
Depois foi carreiro, conduzindo um carro puxado por bois. Até este momento acompanhou os pais. Nessa época começou a sentir a necessidade de exercitar o corpo mas não sabia que esporte seguir, porque ainda não conhecia a capoeira. Pensou em ir para o exército porque sabia que ali era obrigatório o treinamento físico. Mas os pais não gostavam; diziam que soldado devia amaldiçoar pai e mãe.
Na fazenda de São Pedro, encontrou com mestre Juvenço, que trabalhava de ferreiro e era capoeirista, era amigo de Besouro. Ele contou para o jovem João muitos casos de Besouro, até da morte dele. Foi ele também quem lhe mostrou a Capoeira.
Quando ele completou 25 anos, a família de João decidiu que ele já poderia cuidar da própria vida. Foi quando veio para Salvador, em janeiro de 1943. Morou em vários lugares e tentou vários trabalhos. Mas foi no de servente de pedreiro que ele ficou por mais tempo. Chegou a ser mestre de obras.
“Quando eu era garotinho meu pai me chamava de Doutor aí eu dizia,
meu pai me apelidou de doutor mas não me botou para estudar, por isso
não fui doutor, mas na Capoeira eu sou doutor”.
Através de Cândido, colega de trabalho chegou a uma roda de capoeira. O compadre de Cândido, Barbosa, foi quem lhe ensinou os primeiros movimentos da capoeira. Em grupo de amigos, iam para a roda de cobrinha Verde no Chame-Chame, bairro de Salvador. Mas foi numa roda de capoeira numa festa de largo que conheceu Mestre Pastinha. O Pastinha falou: “eu quero organizar isto e para isso eu vim aqui . Quem quiser apareça lá no Bigode”.
E ali foram com a turma. João se registrou. Era uma sociedade: O Centro Esportivo de Capoeira Angola, que Pastinha tinha recebido das mãos de Amorzinho (guarda civil).
O Centro Esportivo de Capoeira Angola foi a primeira Academia de Capoeira Angola fundada em Salvador.
João se registrou em 1945, e não deixou mais o Mestre Pastinha.
“Tudo de capoeira eu aprendi com Mestre Pastinha”.
Foi ele que treinou, na Academia de Mestre Pastinha, conhecidos Mestres de Capoeira Angola.
Depois que o Mestre Pastinha morreu, João abriu a Academia no Forte de Santo Antonio Além do Carmo, com o nome de Academia de João Pequeno de Pastinha, Centro Esportivo de Capoeira Angola (CECA); fazendo jus ao que Mestre Pastinha tinha falado para ele: “enquanto houver capoeira o meu nome não morrerá”.
Mestre João Pequeno é defensor da não violência na capoeira. Ele prefere a capoeira “feita com arte, cultura e relações públicas”.
“Mestre Pastinha morre com 92 anos, eu já passei dos 80, e outros que viveram para a capoeira e não se preocuparam de aproveitar dela para fazer desordem”.
Foi honrado pela Câmara de Vereadores da cidade de Salvador com o título de cidadão da cidade de Salvador.

3.08.2006

Mestre Pastinha

Mestre Pastinha

“cada um é cada um, ninguém luta como eu...

Vicente Ferreira Pastinha Nasceu em 5 de abril de 1889, em Salvador – BA. Filho de José Señor Pastinha (descendentes de espanhóis) e Raimunda dos Santos (negra de Santo Amaro da Purificação). Aos dez anos de idade (alguns falam oito anos),para se defender de um menino brigão da sua rua,começa o aprendizado da arte da Capoeira com o velho Mestre Benedito.

Com 12 anos entra na Escola de Aprendizes da Marinha (início de 1902),no Largo da Conceição da Praia, e lá dentro ensina capoeira aos seus colegas até 1909, em 1910 pediu baixa. Depois prosseguiu lecionando até 1912 na rua Santa Izabel, onde ensinou Raymundo Aberrê. Era uma época de forte perseguição aos capoeiristas, no Rio de Janeiro havia movimentos de transformar a capoeira em‘ginástica nacional’ mas na Bahia foi só com as lutas de M. Bimba que se conseguiu a aceitação da capoeira como‘esporte nacional’.No período de 1913 a 1941, M. Pastinha se afasta da capoeiragem devido às desordens da época.

No período de 1910 a 1920, os jogos de sorte eram livres. E segundo M.Pastinha: “Passei a tomar conta de casa de jogo. Para manter a ordem. Mas, mesmo sendo capoeirista, eu não descuidava de um facãozinho de doze polegadas e de dois cortes que sempre trazia comigo. Jogador profissional daquele tempo andava sempre armado. Assim quem estava no meio deles sem arma nenhuma bancava o besta. Vi muita arruaça, algum sangue, mas não gosto de contar casos de briga minha. Bem, mas só trabalhava quando minha arte negava sustento. Além do jogo, trabalhei de engraxate, vendia gazeta, fiz garimpo, ajudei a construir o porto de Salvador. Tudo passageiro, sempre quis viver de minha arte. Minha arte é ser pintor, ser artista.”(*2)

Se em 1934, Getúlio Vargas extingue o decreto que proibia a capoeira, por outro lado ele obriga que seja realizado em recintos fechados e fora das ruas (*3). Assim os angoleiros continuavam na marginalidade, enquanto M. Bimba possuía academia. Em 23 de fevereiro de 1941, M. Pastinha é levado pelo seu antigo aluno Aberrê para a roda da Ladeira da Pedra, fim da Liberdade, no bairro da Gingibirra, onde se encontravam grandes mestres da época. Quem era responsável pela capoeira, era o guarda civil Amorzinho, que entregou a roda e a responsabilidade a Mestre Pastinha de retomar a capoeira angola. Participavam Amorzinho, Aberrê, Antonio Maré, Daniel Noronha, Onça Preta, Zeir, Geraldo Chapeleiro, Livino Diogo, Olampio, Vitor H.D., Alemão filho de Maré, Domingo de Maganhães, Pinião José Chibata, Beraldo Izaque dos Santos e Ricardo Batista dos Santos; e M. Pastinha escolheu um nome: Centro Esportivo de Capoeira Angola.

Quando Amorzinho morreu, o centro ficou sem finalidade, pois foi abandonado por todos os Mestres, mas por insistência e esforço de M. Pastinha, o CECA sempre recomeçou e prosseguiu. Em fevereiro de 1944, nova reorganização: e em 23 de março de 1944 vão para o Centro Operário da Bahia. Em 1949, num terreno da Fábrica de sabonete Sicool no Bigode, foram feitas as primeiras camisetas em preto e amarelo, inspirado num time de futebol tradicional, muito querido das classes populares de Salvador, o Ypiranga. (inclusive tentaram mudar as cores para branco e vermelho, mas M. Pastinha não aceitou). M. Pastinha após avaliar o jogo de cada aluno, fazia um desenho na sua camiseta com movimentos característicos de cada um.

Após muita luta, é oficializado o centro de M. Pastinha, vejamos o Artigo 1º do Capítulo I:

“O Centro Esportivo de Capoeira Angola, fundado à 1º de Outubro de 1952, com sede na cidade do Salvador, Estado da Bahia, é constituído de número limitado de sócios, tem a finalidade de ensinar, difundir e desenvolver teórica e praticamente a capoeira de estilo, genuinamente “ANGOLA” que nos foi legada pelos primitivos africanos aportados aqui na Bahia de Todos os Santos.”

Assim foi possível resgatar e manter essa tradicional arte da Angola, apesar do desenvolvimento das capoeiras e a cooptação ideológica feita pelos donos do poder; transformando a arte dos negros marginais que lutam por sua sobrevivência, em esporte branco e educação física para uma sociedade onde permanece a desigualdade social. (*3)

Mestre Pastinha é considerado com toda razão o mais importante capoeirista que já houve. Devido a conflitos criados por seus alunos com alunos de M. Bimba tenta-se desfigurar essa imagem. (*4) O primeiro encontro entre M. Pastinha e M. Bimba, foi pacífico e respeitoso, aconteceu em 5 de julho de 1957 na Lagoa de Abaeté, numa demonstração do Bahiate. O CECA apresentou a capoeira angola no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Curitiba, Minas Gerais e Recife.

Em 1964 publica o livro “Capoeira Angola”, onde Jorge Amado escreve “...mestre da Capoeira de Angola e da cordialidade baiana, ser de alta civilização, homem do povo com toda sua picardia, é um dos ilustres, um de seus obas, de seus chefes. É o primeiro em sua arte; senhor da agilidade e da coragem, da lealdade e da convivência fraternal. Em sua escola no Pelourinho, Mestre Pastinha constrói cultura brasileira, da mais real e da melhor...” Em 1966, M. Pastinha integrou a delegação brasileira no Premier Festival Internacional dês Arts Nègres, de Dakar, Senegal na África.

Se por um lado se destaca como o principal articulador da capoeira angola junto aos poderes públicos de sua época, obtendo apoio dos órgãos de turismo e outras instituições municipais e estaduais. Logo depois de usado é enganado e abandonado: em maio de 1955, o CECA saiu de Brotas e se instalou no Largo do pelourinho nº19, quando quase cego em 1971, foi retirado do espaço para reformas, sendo que voltaria quando estivesse pronto. O prédio foi desapropriado e doado ao Patrimônio Histórico da Fundação do Pelourinho, que vendeu ao SENAC, onde construíram um restaurante. M. Pastinha entra em depressão, em 1979 sofre um derrame cerebral, e após um ano de internação em hospital público foi enviado para o Abrigo D. Pedro II. Vindo a falecer em 13 de novembro de 1981, com 92 anos. Cego, na miséria e quase esquecido, faz sua ‘passagem’ depois de contribuir de forma definitiva para a história e cultura brasileira.

Mestre Pastinha como poeta foi um grande visionário, seus dois meninos Cobra Mansa e Gavião, respectivamente Mestres João Pequeno e João Grande, são hoje, fundamentais para a capoeira. Mestre João Pequeno é o mais importante capoeirista vivo e em atividade, mora em Salvador. Mestre João Grande mora a quase doze anos em Nova York e é um dos capoeiristas mais premiados: em 1994 com título Honoris-causa pela faculdade de Upsala College de Nova Jérsei (EUA) e ano passado, recebeu 10 mil dólares do Prêmio da National Heritage Fellowships (Comunidade do Patrimônio Nacional) na Casa Branca, Washington (EUA).

Mestre Pastinha tinha escrito: “tenho vários treneos feitos por mim, e estou fazendo os mestres de amanhã

3.07.2006

Fundação do centro esportivo de capoeira Angola

1. Sobre a Fundação do Centro Esportivo de Capoeira Angola

..."em 23 de fevereiro de 1941. Fui a esse locar como prometera a Aberrêr, e com suspresa o Snr. Armósinho dono da quela capoeira, apertando-me a mão disse-me: Há muito que o esperava para lhe entregar esta capoeira para o senhor mestrar. Eu ainda tentei me esquivar disculpando, porem, toumando a palavra o Snr. Antonio Maré: Disse-me: não há jeito, não Pastinha, é você mesmo quem vai mestrar isto a qui. Como os camaradas dero-me o seu apoio, aceito."

..."em 23 de fevereiro de 1941. No Jingibirra fim da Liberdade, la que naceu este Centro; porque? foi Vicente Ferreira Pastinha quem deu o nome de "Centro Esportivo de Capoeira Angola".
Fundadores
Amosinho, este era o dono do grupo, os que lhe , Aberrêr, Antonio Maré, Daniel Noronha, Onça Preta, Livino Diogo, Olampio, Zeir, Vitor H.D., Alemão filho de Maré, Domingo de.Mlhães, Beraldo Izaque dos Santos; Pinião
José Chibata, Ricardo B. dos Santos."

"Eu sempre pronto quando me procuravam, estava em minha casa, um Domingo, quando dois camaradas me convidou para ir ver um terreno da Fabrica de Sabonete Sicool no Bigode, e la levantei a capoeira, e o Centro entrou no rumo, que Pastinha pensava levar a capoèira, ao seu presioso valor; com o ausilio dos moradores, e todos estiveram ao meu lado animando-me para este disideratum. A primeiras camisas foram feitas no Bigode, em cores preta, e marelo. tendo como primeiro Presidente o Snr. Athaydio Caldeira, o segundo, o Snr. Aurelydio Caldeira."

"Eu sempre tive em mente que a capoeira persisava de um generoso intrutôr, com a presencia minha, apontei o destino de levar ao futuro, assumir deversa atitude: Pelo àmôr ao esporte; e a luta constitui caminho para a devina realização e recebeu o nome Centro esportivo de capoeira Angola como patrimonio sagrado."

"Nunca tomei conhecimento dos que não estão com-migo, sim, porque a capoeira não me é previlejios, o Centro é para todos que visitar, jogar, fazer parte... "

..."eu digo aos mestres que inponho por educação, explicações e bons sentimento porque não sou o melhor, não sou o mestre numero um, comigo tenho bons observadores e bons capoeiristas, e outros que estão na rezerva, e apoia o Centro como academia..."
Fontes:
Angelo A. Decanio Filho. Manuscritos e desenhos de Mestre Pastinha.
Angelo A. Decanio Filho. A herança de Pastinha. 2a. ed. 1997.
3. Sobre sua formação como capoeirista
"Eu ti digo, comecei a educar-me nesse jogo, por força de vontade, e não foi com trez meses, ou com menos, porque o tempo é muito pouco, poristo é que eu pinoteio, salto, tenho agilidade, tenho manhas, jogo no corpo, dibre para me livra do agressor, sirvo-me dos pés, da cabeça ..."

"Em cada Districtos tinha um mestre para ensinar e nos dias de festa, era de regras, prestar contas, mostra os alunos, mostra coisa nova, truques, inrêdos, enprovisado, e o mestre em geral, classificavam com uma argola, era o premio, era de grande valor, prova de mericimento... "

"E o meu mestre bôm, eu aprendi na rua da laranjeiro, e lesionei na rua Sta. Izabel em 1910 a 1912, quando eu abandonei a capoeira, e voltei, em 1941, para organizar o Centro de capoeira o 1o na Bahia. Na escola de Aprendiz Marinheiro da Bahia eu era o 110, e lecionei os meus camaradas de 1902 a 1909,..."

"Com fé e coragem para ensinar a mosidade do futuro estou apena zelando para esta maravilhosa luta que é deixa de erança adequirida da dança primitiva dos caboclos, do batuque, e candobré originada pelos africanos de Angola ou Gejes; muitos adimira essa belissima luta quando os dois camaradas joga sem egoismo, sem vaidade; é maravilhosima, e educada."
5. Sobre a ética no jogo

"Não deve ser aplicado e nem forçar o seu companheiro para obter recursos é erros gravissimo, esta sujeito o fiscal suspender o jogo."

"É proibido no jogo e prinsiparmente em baixo, fonsional golpes, ou truque, não por, é fau.Os golpes que não pode ser fonsionado em Demonstração; golpes de pescoço, dedo nos olhos, cabeçada solta, cabeçada presa, meia lua baixa, Balão a coitado, rabo de arraia, Tesoura fechada, chibata de clacanhar, chibata de peito de pé, meia lua virada, duas meia lua num lugar só, pulo mortal, virada no corpo com presa de calcanhar, presa de cintura, Balão na boca da calça, golpes de joelho e nem truques."

7. Sobre os mestres
"Não é permitido, por mestre nenhum, se ele mestre for conhecedor das regras da capoeira, não consentir jogar em roda, ou grupo sem fiscal, se não tem como pode ter controle, quem ajuda o campo?"

"Todos os mestres tem por dever fazer ciente que é falta usar as mãos no seu adversario; se não fizer assim, não prova ser mestre, os que tem educação prova a sua decensia jogando com seu camarada e não procura conquista para enporcalhar seu companheiro, já é tempo de compreender, ajudar do seu esporte, é a judar a moralisar; levantar a capoeira, que já estava decrecendo."

..."é o controle do jogo que protege aqueles que o praticam para que não discambe exesso do vale tudo note bem, estou falando em cintido de demonstração, e não de desafio, porque sempre traz consequencias as vezes desastrosas; tira toda a beleza e o brilho da capoeira, e o capoeirista perde a sua capacidade por falta de explicação."
2. Sobre a origem da capoeira
"Qual foros as trez armas dos nêgros ?
O batuqe. o candombre, e a lutas dos caboclos..."

"A capoeira é a segunda luta? Porque a primeira é a dos caboclos, e os africanos juntou-se com a dança, partes do batuque e parte do candombrê, procuraram sua modalidade."
"Em cada freguizia um africano com uma responsabilidade de ensinar, para fazer dela sua arma contra o seu perseguidor..."

... "se comunicavam no cantos improvisados dançava e cantava, inredos inventava, truques, piculas, para dar volta no corpo, escondendo o chicote, inventando miseria,o corpo todo faz miserêr, cabeça, mão, pernas, e só consegue com manhas."

"note bem, amigo... a capoeira está dividida em trez parte, a primeira é a comum, é esta que vêr ao publico, a segunda e a terceira, é rezervada no eu de quem aprendeu, e é rezervada com segredo, e depende de tempo para aprender. ... "

"Falando em manha da capoeira! Penço que todos capoeiristas são maoso, porque a propria lhe dá aspiração, ensina idealisar, porque todos nasce com a capoeira, não só os homens como as mulher; não é novidade na Bahia."

"Está gravado na Historia da capoeira as mulheres que jogavam a mandinga e batucavam, bem como cito Maria homem, Julia Vulgo Fugareira e muitas outras que deixo os meus camaradas contarem..."

..."a capoeira de acordo a falta dos africanos, a capoeira foi escasiando-se, porque, era, natural que os mestres recuram, e ficou deminuida, e muitos outros foram espalhando-se, enquanto ela escurasada, e tomou, São Feliz, Cachoeira, Santo Amaro..."
Fontes:
4. Sobre o jogo
... "e a capoeira vem amofinando-se quando no passado ela era violenta, muitos mestres, e outros nos chamavam atensão, quando não estava no ritimo, esplicava com decencia, e dava-nos educação dentro do esporte da capoeira, esta é arazão que todos que vieram do passado tem jogo de corpo e ritimo."

"Porque dizem que a capoeira não tem glopés? Se a capoeira não tem golpes? Os caboclos, não lutavam, os nagôs não idealisavam no batuque, na dança do candobre, o batuque é luta, o candobre é para da volta no corpo, que eles diziam, ginga meu fio, pra dibra das garras do agressor. e o restos não é mais com migo."

..."pode ser visto do melhor professor ou instrutor, é e é perigosa, não é falcificada, para iludir, é ativos, é mais gingada, é mais manhosa, muita artimanha, ensina sentar-se, encoslar-se. se for possive ele deita-se, para poder aplicar o serteiro; bem poucos sabe ensinar, eu falo, eu sei, porque tive bom mestre, e eu não enventei; eu vi e achei bom, e aprendi no circo de cadeiras, para aprender o jogo de dentro..."

"Os capoeirista tem que aprender, o mundo é a escola que nos aprendemos, é a natureza que nos dá prazer, procuramos os elementos de bôa vontade, que ofereça a lições para o bem-esta dos nosso interesse... "

"Para que serve o berimbau?
Não é só para indicar o jogo.
E, porque o birinbau na hora H. é pirigouso? É pirigoiso, nas, mãos de quem sabe maneijar o birimbau, ou coisa semelante."

"Amigos porque não cantam? A capoeira só é bonita jogando, cantando, e só perdeu a beleza porque não canta, e o velho deu ao Centro, mestre de campo, mestre de bateria, mestres arquivistas, fiscal, contra-mestre..."

"É dever de todos capoeiristas, não é defeito não saber cantar; mais é defeito não saber responder, pelo meno o côro. É probido na bateria pessôas que não respondem ao côro."

"Porque cantam com inredo? inprovizado? É para quando chegar na roda pesôas que é estranha, ou mestre, o improviso adverte a roda se deve ou não continuá, ou anima-se."

"Em todas rodas, ou grupos de capoeira coloca-se uma moeda no centro da arena, os dois camaradas vão disputar para apanha-lo com os lábios em primeiro lugar."

"Porque trena-se apanhar a moeda com a boca? Não é com interesse na moeda qui tem valor Dinheiro, é para na hora de aperto, aplica-se o truque, e o agressor, vai, ou não, na onda."
6. Sobre os deveres do capoeirista
"O bom capoeirista nunca se exalta procura sempre estar calmo para poder reflitir com percisão e acerto; não discute com seus camaradas ou alunos, não touma o jogo sem ser sua vez; para não aborrecer os companheiros e dai surgir uma rixa; ensinar aos seus alunos - sem procurar fazer exibição de modo agresivo nem apresentar-se de modo discortez..."

"... não devemos procurar ficar isolado, porque nada podemos fazer; é muito certo o trocado popular que diz: a união faz a força..."

"E, vocês do futuro, firme por amôr ao esporte mais tambem pelo seu cavalheirismo esportivo. É uma recomendação para o respeito as regras e aos regulamentos escritos; Um apelo para que procedamos correto e decentemente os aspectos de nossa vida na sociedade; um apelo que sendo atendido estamos sujeito a obter justa vantagem em qualquer ciscunstancia."

"Não queiram a prender a capoeira para valentia, mais sim, para a defeza de sua intregridade fisica, pois um dia, pode ter necessidade de usa-la para sua defeza. Cuja defeza é contra a qualquer agressor, que venha-lhe ao encontro com navalha, faca, foice e outras armas."

..."para ser bom, é perciso ser completo no fundamento do teu esporte; quando uma pessoa te pedir uma esplicação não responder coisas que não pode ser bem, fere sua ação porficional. todos tem direito de ensinar, porem não de desvalorisar quem ja está a visto do publico..."

..."é dever de construir para os infantius uma personalidade -- digna de admiração, não devem faltar as regras da disciplina, civilidade, do respeito às atenções, a bôa disposição, o bôm humor, a solidariedade, a lealdade, e o amor a verdade; estes são os alicerces que darão estabilidade à estrutura moral do ser..."

"Como penso eu nos deveres, como capoeirista é fazer cogitações, reclamar uma atitude, um gesto, a cada passo uma palavra que implique no comprimento do dever, sim, sem prejudicar, a moral do seus camaradas. e nem criar causo; ninguem deve subtrair-se é prejuiso, é grande a finalidade da capoeira, seja justamente essa prestada ao centro, e na academia; disciplinar, é executar uma serie de obrigações, fazem parte integrante do regime da propria academia; cumprir o dever é ser honesto de si mesmo: é respeitar-se a si proprio, e agir com conciencia esclarecida; todo o dever cumprido representa o resgate de uma obrigação; é um impulso para frente no sentido da evolução..."

..."cada capoeiristas responde pelo que é do seu dever, sabendo as responsabilidade com elas o dever, aumentam o crescimento do seu saber: o amigo antes de associa-se, não compromeita a produzir, mais do que permita sua capacidade; dentro de suas possibilidades, não vacile, em prometer sem reservas, deve ser ao seu alcance fazer; dai vem a razão de ser privinido, e estar sempre vigilante, sempre alerta, sempre atento em seus deveres, sempre convicto de cumprir ao centro, academia, e ao seu negocio particula."

..."cumprir o dever é ser honesto de si mesmo, é respeitar-se a si proprio, é agir com conciencia esclarecida; todo o dever cumprido representa o resgate de uma obrigação. um impulso para frente no sentido da evolução... "
8. Sobre o pensamento
..."os capoeiristas esclarece, comesamo a entra de fato, no verdadeiro conhecimento de si mesmo, estudioso e desejoso de conhecer a capoeira. vem de olho fito, para mostrar a verdade de que não foram negados pelos negos iniciadores, em cada nego os jestos de modo diferem, amigos, tem segredo, e é muito confuso, só com tempo."

"Procuro saber se a capoeira é ciencia, si é, profunda e vasta, si me fornece conhecimentos sobre o homens, espiritual, mais tambem o homem corporal, e o ensinamentos de ordem moral, ou intelectual..."

"Vamos agora procurar ver as nossas exposições de . voltas no corpo que lhe dá, de fato, uma maravilhosa impressões sem saber si é, ou não, si é samba, porque ao mesmo tempo, vê-se, a impressão de luta: a ação do corpo, tem relações com sua natureza; ciencia, eu sei que tem na capoeira, é fruto da nossa inteligencia, e tudo que lhe cerca, o meio, e o ambiente."

..."o que é o raciocinio? É uma faculdade do espirito, devemos fazer uso de executar uma ação: si o capoeirista ácreditar no raciocinio, ele vê uma força de recalque, tem a função de esclarecer, dá liberdade de pensamento, e a convicção da verdade: para o bem cumprir, percisa ter conhecimento de como agem as forças por meio da faculdade intuitiva, aquele que não sabe deve aprender..."

..."devemos conhecer ação do pensamento, é o poder da vontade. é o meu desejo, é evoluir, estou na obrigação de atravessar as fases, infancia, a mocidade, e a minha idade esta bem atento, sempre um agente ativo e forte, e sempre capaz, pronto e disposto, esta é a fases na velice, e alegre com os camaradas que me procuram, disposto a enfretar suas artes."

..."a capoeira é espiritualizada e materializada no eu de cada qual..."

"Amigos o corpo é um grande systema de razão, por detraz de nosssos pensamentos acha-se um Snr. poderoso, um sabio desconhecido..."

"O bom capoeirista espera, o ambicioso agita-se e precipita-se, o famoso o povo lhe diz."

Música

MÚSICAS - CAPOEIRA ANGOLA


LADAINHAS :

Dona Isabel que história é essa / De ter feito a abolição / De ser princesa boazinha /
Que acabou com a escravidão / Eu tô cansado de conversa / Eu tô cansado de ilusão /
Abolição se fez com sangue / Que inundou este país / Que o negro transformou em luta /
Cansado de ser infeliz / Abolição se fez bem antes / E pode se fazer agora /
Mas com a verdade das favelas / Não com a mentira da escola / Dona Isabel chegou a hora /
De acabar com essa maldade / De ensinar pros nossos filhos / O quanto custa a liberdade /
Vivia Zumbi nosso rei negro / Que foi herói lá em Palmares / Viva a cultura desse povo /
A liberdade verdadeira / Que já corria nos Quilombos / Onde se lutava a capoeira!


Bimba foi desafiado por um negro esquisito / De andar malandreado / Cujo nome Benedito/
Disse num acreditava / Nessa tal de capoeira / Que essa luta não passava /
De uma simples brincadeira / Logo que se formou a roda / Bem ali no meio da rua /
Bimba desmaiô o homi / Só com uma meia lua / Quando o homi despertou /
Mestre Bimba assim falou / Levanta cabra safado / Que o jogo mal começou /
Benedito então gritou / Para a pequena multidão / Ói segurem Mestre Bimba /
Não quero apanhar mais não / Na roda da capoeira / Esse homem é o cão!


São Salvador Bahia / A tarde morria devagar / E berimbau se ouvia /
Gente na rua a passar / Alguém no desejo de briga / Fazia cantiga de provocar /
São Salvador Bahia / Um homem passando escutou / Isso é comigo falou /
Se quer jogá vamos já / Eu ia pra lá mas não vou / E dizendo se ajoelhou /
Dois homens fizeram oração/ Começaram jogando no chão / Jogaram Angola /
Santa Maria / São Bento pequeno / Cavalaria / E o povo assistia /
Tremendo! Capoeira pra matar / Faca de ponta / Rabo de arraia /
Na dança da morte do lugar / São Salvador Bahia / Quando a polícia chegou /
Um corpo no chão havia / Em volta o silêncio dizendo / Seu moço essa briga acabou /
São Salvador Bahia / Bahia de São Salvador.


Jogo vai começar / Jogo vai começar / Quem não joga vai andando /
Quem joga pode ficar / Se ficar tem que jogar / Se jogar tem que mostrar /
Que jogo de capoeira / Não é briga de agarrar / É jogo de malandragem /
De mandinga e patuá / Mas se disso tu não sabe / É melhor só apreciar.


Adeus, adeus, adeus, Besouro / Na hora de sua morte / Abriu a boca e falou /
Do mundo não levo saudades / Adeus Bahia, feira de Santana, Conceição da Praia, lavagem do Bonfim / Santo Amaro, onde eu fiz muita arruaça / Besouro, na hora de sua morte /
Abriu a boca e falou / Quero alegria / Quero berimbau tocando / Pra a mulher que eu amei /
Em cima da minha capela / Quero o seu nome gravado / Onde houver capoeira /
O meu nome será lembrado / Besoooouro / Cordão de ouro / Cantamos ao seu louvor /
Adeus Besouro.


A saudade / Na coração dum capoeira / É igual a uma rasteira / Faz o berimbau parar /
Ói então vai / Toca um toque de angola / Onde capoeira chora / Mesmo sem querer chorar /
E aí se vê / No lamento do guerreiro / Sem rumo, sem paradeiro / O poeta que aparece /
Ele se esquece / Que é forte perigoso / Tira o lenço do pescoço / E joga um verso no ar /
E diz, oh amor / Por favor espere um pouco / Não vá me trocar por outro.
Toda Bahia chorou / Toda Bahia chorou / No dia em que a capoeira de angola /
Perdeu seu protetor / Mestre Pastinha foi embora / Oxalá que o levou/
Lá pras terras de Aluanda / Mas ninguém se conformou / Chorou general e menino /
Chorou mocinha e doutor / Preta velha e feiticeiro / Oganzê babalaô /
Berimbau tocou Iuna / Num toque triste de morte / E a capoeira foi jogada /
Ao som da triste canção / Da boca do mandingueiro / De dentro do coração /
E não houve na Bahia / Quem não cantasse esse refrão / Iêêê, fala menino /
Mostre o que o mestre ensinô / Mostra que arrancaro a planta / Mas a semente brotou /
E se for bem cultivada / Vai dar bom fruto e beija-flor.


Capoeira me jurou bandeira /Pediu seu santo, sua proteção / entrou na roda, olhou parceiro /
Ô mais olhando o céu pediu perdão / Ê deu uma volta de saudação / Oi ainda na volta falô /
Capoeira eu sou baiano / Foi Mestre Suassuna quem me ensinou /
Estendeu a mão, oiá no cumprimento / O pá no peito logo levou /
Ô mais subiu do chão que nem corisco / prá confirmar o que havia dito / Capoeira neste dia /
Ê lutou tudo o que sabia / Ê mais se não lutasse perdia / Amor do peito de Maria /
Moça de seu coração / Jogou no ar e no chão / Fez diabruras do cão /
Oi rezando uma oração / Era home de corpo fechado / Ô mas não teme ferro de matá /
Ogum é meu padrinho / Oi guerreiro do céu e guarda morena / Ferra meu peito é de aço /
Ê faca de ponta não fura.


Ela tem dente de ouro / Ela tem dente de ouro / Ela tem dente de ouro /
Ora meu Deus fui eu quem mandô botá / Vou roga nela uma praga/ Prá esse dente se quebrá/
Ela de mim não se lembra/ Ora meu Deus nem dela vou me lembrá / Menina diga seu nome/
Que eu também já digo o meu / Casa de palha é palhoça / Se eu fôsse o fogo eu queimava /
Toda mulhé ciumenta / E se eu fôsse a morte eu matava.


É o Brasil disse que tem / O Brasil disse que tem / O Japão disse que não /
Uma esquadra poderosa / Prá briga com os alemães / Dei meu nome agora eu tô /
Ai no poder de um militar / Meu Brasil já tá na guerra / Meu dever é ir lutar /
A marinha é de guerra / O exército é de campanha / O bombeiro apaga o fogo /
O estrangeiro é quem apanha.


Eu já vivo enjoado / De viver aqui na terra / Ô mamãe eu vou pra lua/
Eu mais a minha mulher / Ela então me respondeu / Nois vamos se deus quiser /
Vamos fazer um ranchinho / Todo cheio de sapé / Amanhã as sete horas /
Nois vamos tomar café / Eu que nunca acreditei / Não posso me conformar /
Ver a lua vir a terra / Ver a terra ao luar / Isso tudo é conversa / Vou comer sem trabalha /
O senhor amigo meu, ouça bem / O meu cantar / Quem é dono não ciuma /
Quem não é quer ciumá.


Vou me embora prá Bahia / Vou me embora prá Bahia /Vou ver se dinheiro corre /
Se dinheiro não correr / Ai de fome ninguém morre / Eu nasci naquela terra /
Naquela terra eu me criei / Ó que terra hospitaleira / Nessa terra eu morrerei /
Minha mãe tá chamando / Ó que vida de mulher / Quem toca pandeiro é homem /
Quem bate palma é mulher / Lá no céu tem 3 estrelas / Todas 3 em carreirinha /
Uma é minha a outra é sua / A outra vai ficar sozinha há há.



Uma vez / Perguntaram a seu Pastinha / O que era a capoeira / E ele /
Mestre velo e respeitado / Ficou um tempo calado / Revirando a sua alma /
Depois respondeu com calma / Em forma de ladainha / A capoeira /
É um jogo é um brinquedo / É se respeitar o medo / É dosar bem a coragem /
É uma luta / É manha de mandingueiro / É um vento no veleiro / É um lamento na senzala /
É um coro arrepiado / Um berimbau bem tocado / É um riso de menino /
Capoeira é um vôo de passarinho / Bote de cobra coral / Sentir na boca /
Todo o gosto do perigo / É sorrir para o seu inimigo / Apertar a sua mão /
É o grito de Zumbi / Recuando no quilombo / É se levantar do tombo /
Antes de tocar no chão / É o ódio / É a esperança que nasce / Um tapa explodiu na face /
Foi arder no coração / É enfim / É aceitar o desafio / Com vontade de lutar /
Capoeira é um pequeno barquinho / Solto nas ondas do mar /
Oi um barquinho pequenininho/ Solto nas ondas do mar/
Um barquinho que vaga peregrino/.






Minha pele é negra/ Mas como é negra/ A própria noite/
É nas marcas dos açoites / Onde meu sangue jorrava / Meu braço é forte /
Mas como era forte o tronco / O negro fraco e bronco / Amarrado lamentava /
Hoje eu sou livre / Mas não posso me esquecer / Que para livre hoje eu ser /
Muita gente já sofreu / Não há revolta / Em lembrar o que passou /
Tudo na vida se esquece / E o tempo já se apagou / Mas é / Que nessas noites de tristeza /
Quando o berimbau chora / Até parece que mesmo agora / Ainda posso escutar /
Um sussurro e um lamento / Um ruído de corrente / Me dá vontade de chorar /
No tempo do cativeiro / Quando o senhor me batia / Eu rezava prá Nossa Senhora /
Ai meu Deus / Como a pancada doía.


Vou contar minha história/ Com uma dor no coração/ Gualumum falou de mim/
Gualumum falou de mim/Foi uma grande ingratidão/ Sei que tu falas de mim/
Sei que tu falas de mim/ Que eu não sou uma professor/ Que eu não jogo capoeira/
Que eu não jogo capoeira/ Que eu não sou um professor/ Mais tu vais sentir saudade/
Mais tu vais sentir saudade/ Daquele que te ensinou/ Sei que tu falas de mim /
Sei que tu falas de mim / Mas eu sei é que sou.


A história nos engana / Escrita pelo contrário / Até diz que a abolição /
Aconteceu no mês de maio / Comprovada essa mentira / É que já li sérias mensagens /
Viva 20 de novembro / Momento prá se lembrar / Não vejo em 13 de maio /
Nada prá comemorar / Muito tempo se passará / E o negro sempre a lutar /
Zumbi é nosso herói / Zumbi é nosso herói / Em Palmares foi senhor /
Pela causa do homem negro / Foi ele quem mais lutou / E apesar de toda luta /
O negro não se libertou.


Menino quem foi teu Mestre? / Menino quem foi teu Mestre? / Meu mestre foi Salomão /
Quando discípulo, aprendo / Quando Mestre, dou lição / Na roda da capoeira /
Nunca dei meu nome em vão.


Bahia minha Bahia / Bahia minha Bahia / Capital é Salvador /
Quem não conhece a capoeira (de angola)/ Não pode dar seu valor/ Todos podem aprender/
General também doutor / Procurem Mestre João / Ele é o professor.


Mestre Pastinha / Jogador de capoeira / Tocador de berimbau / Não é vergonha /
Lamentar com tanta dor / Que à esse grande angoleiro / Pouca gente deu valor /
Tenho certeza / Que Vicente Ferreira Pastinha / Deu conta do recado / E que sua capoeira /
Todos tem admirado.


Aconteceu, ainda hoje eu me lembro / Numa sexta-feira 13 / Dia 13 de novembro /
Mestre Pastinha faleceu / Mas para ele, a morte foi a alforria/ Pois viver aqui na terra /
Passou fome e agonia / Mestre Pastinha, vá com Deus / Descanse em paz /
Vá com deus que tu merece / A capoeira, tá gravada na história / Teve luta e teve glória / Chora chora cativeiro, cativeiro chora chora.


Quando o homem foi à lua / Quando o homem foi à lua / Presidente que mandou /
Para ter conhecimento / Nas coisas que se passou / O russo foi o primeiro /
Americano que ganhou / Viva os 3 astronautas / Que são homens de valor /
Eu já estou injuriado / De viver aqui na terra / Eu vou-me embora prá lua /
Presidente que mandou.


Tamanho não é documento / Isso eu posso lhe provar / Meu Mestre bateu de sola /
Num crioulo de assombrar / Apesar de muito baixo / Nunca levou prejuízo /
Essa peleja se deu / Na ladeira da Lapinha / Entre o diabo malvado /
E o meu Mestre Pastinha / Essa história, meu colega / Ele quem contou prá mim /
No lugar que eles brigaram / Nunca mais nasceu capim.


Tava em casa, sem pensá nem imaginá / Quando ouvi batê na porta /
Salomão mandou chamá / Para ajudá a vencê e a batalha liderá / Eu que nunca acreditei / Não posso me conformá / Vem à Terra, vai à Lua / Vem à Lua vai pro mar /
Tudo isso é conversa/ Prá comer sem trabalhar/ Senhô, amigo meu, ouça bem o meu cantar/
Se quiser saber meu nome / Não precisa perguntá / Eu me chamo Mestre Lua /
Tô aqui para jogá.


Quando eu aqui cheguei / Quando eu aqui cheguei / A todos eu vim louvar /
Eu vim louvar a Deus 1º / E os moradores deste lugar / Agora eu tô cantando /
Agora eu tô cantando / Cantando como louvor / Eu tô louvando a Jesus Cristo /
Oi que nos abençoou / Tô louvando e tô rogando / Tô louvando e tô rogando /
Ao Pai que nos criou / Abençôo esta cidade / Com todos seus moradores /
E na roda de capoeira / Abençôo os jogadores.



CORRIDOS :


Prá lavá minha roupa não tem sabão, oi não tem sabão, não tem sabão
Coro © : prá lavá minha roupa não tem sabão
não tem sabão, não tem sabão-©
oh, meu amigo, não suja não-©
não tem sabão, não suja não...

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Capoeira veio da África, não veio da Bahia não
Coro : capoeira veio da África, não veio da Bahia não
o jogo da capoeira, é um aperto de mão
coro: o jogo da capoeira, é um aperto de mão
pau, pau, pereira, venha ver a capoeira
coro: pau pau pereira
capoeira é brincadeira-©
pau pereira é pereira-©
é igual a uma rasteira-©
Jõao Pequeno é Pereira-©
tem aú e tem rasteira...”

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"Ô Bujão, ô Bujão, ô Bujão, capoeira de angola é rolada no chão, ô Bujão
coro: Ô Bujão, ô Bujão, ô Bujão
tô, no meio, tô em cima, tô em baixo, tô no chão, o Bujão-©
capoeira de angola não suja o roupão, ô Bujão-©
capoeira de angola é jogada no chão, ô Bujão-©
capoeira de angola não tem agressão, ô Bujão-©
capoeira de angola é um aperto de mão, ô Bujão-©
capoeira de angola não tem agarrão, ô Bujão...”

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“Eu vi a cotia com o côco no dente, com o côco no dente, com o côco no dente
coro: eu vi a cotia com o côco no dente
com o côco no dente, com o côco no dente-©
com o côco no dente, olhando pré frente-©
Mestre Pé de Chumbo é o Mestre da gente-©
Com o côco no dente, sorrindo prá gente...”




“Mataram Besouro de Maracangalha, de Maracangalha, de Maracangalha
coro: mataram Besouro de Maracangalha
na faca de aticum toda mandinga falha-©
de Maracangalha, de Maracangalha...”

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“Segure a angola senhor, não deixe a angola morrer
angola é Seu Pastinha, angola é Canjiquinha, é João Pequeno também
coro: segure a angola senhor, não deixe a angola morrer
angola tem fundamento, angola é uma beleza e tem malícia também-©
angola é alegria, angola é energia, prá Dodô e Dadá-©
angola é o menino, angola é a menina, é criancinha também-©
angola é fundamento, é alegia, respeito e é mandinga também-©
angola é Seu Pastinha. Angola é João Pequeno e Pé de Chumbo também”

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“Sai, sai, Catarina, olha saia do mato venha ver Idalina
coro: sai, sai, Catarina
olha saia do mato venha ver as meninas -©
olha saia do meto venha ver Idalina” -©
“Oi tabaréu que vem do sertão, oi que vem do sertão, tabaréu meu irmão
coro: tabaréu que vem do sertão
oi que vende quiabo, maxixe e limão-©
oi que vem do sertão, tabaréu meu irmão-©
oi que vende quiabo, maxixe e jiló-©
oi, que vem do sertão, oi que vem do sertão”

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“Seu Pastinha mandou falar, olha que dois meninos ele ia deixar
coro: Seu Pastinha mandou falar
oi, mandou falar, oi mandou falar-©
capoeira angola não pode parar-©
João Grande e João Pequeno vão ficar no meu lugar-©
um joga mais em cima, o outro joga mais no chão -©
olha um é o Cobra Mansa e o outro é o Gavião -©
mandou falar, mandou falar- ©
capoeira angola não pode acabar”

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“Canarinho da Alemanha, quem matô meu curió
eu jogo capoeira da Bahia a Maceió, ô lelê
coro: canarinho da Alemanha, quem matô meu curió
o segredo da lua quem sabe é o clarão do sol, o lelê -©
eu jogo capoeira e Seu Pastinha é o maior, o lelê -©
na roda da capoeira Seu Pastinha é o melhor, o lelê -©”

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“Oi me dá meu dinheiro, oi me dá meu dinheiro, valentão
coro: oi me dá meu dinheiro, valentão
que eu te dou uma rasteira e te ponho no chão- ©
oi me dá meu dinheiro, oi me dá meu dinheiro, valentão- ©
oi que no meu dinheiro ninguém põe a mão”

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“Paranaê, paranaê, paraná
coro: paranaê, paranaê, paraná
paraná, paranaê, paraná, paraná, paranaê, paraná- ©
era eu era meu mano, paraná, era meu mano era eu, paraná- ©
eu não sei se Deus permite, paraná, numa cova dois defuntos, paraná- ©
essa é capoeira angola, paraná, tamo aqui prá resgatar, paraná- ©
lá no céu tem 3 estrelas, paraná, todas 3 em carreirinha, paraná -©
uma é minha outra é tua, paraná, outra vai ficá sozinha, paraná”

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"Quem vem lá sou eu, quem vem lá sou eu, berimbau bateu, Capoeira sou eu
coro: quem vem lá sou eu, quem vem lá sou eu, berimbau bateu, Capoeira sou eu
eu venho de longe, venho de Itabuna, jogo Capoeira, meu nome é Suassuna -©
Mas sou eu, sou eu
coro: quem vem lá
mas sou eu de luto -©
sou eu montando a cavalo -©
mas sou eu venenoso -©
venho tocando atabaque -©
vinha fumando charuto -©..."

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"É de manhã, Idalina tá me chamando, Idalina tem o costume, de chama a gente vai andando
coro: é de manhã Idalina tá me chamando
Idalina meu amor, Idalina tá me esperando -©
Idalina tem o costume, de mandá, a gente vai andando -©
Idalina tem o costume, danado de falá de home -©..."
"Dá dá, dá dá no nêgo, ô no negô você num dá
coro: dá dá dá no nêgo
ê no nêgo você num dá -©
ê mas se não dé vai apanhá -©
ê no nêgo você num dá -©
joga o nêgo pra cima, deixa o nêgo vadia -©..."

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"Eu pisei na folha seca, vim fazê chuê chuá, chuê chuê chuá chuá
coro: eu vim fazê chuê chuá..."

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"Pisa lá que eu piso cá, quero ver você pisar
coro: pisa caboclo, quero ver você pisar
na batida do meu samba, quero ver você dançar -©
pisa lá que eu piso cá, quero ver quem vai pular -©
na batida do meu gunga, quero ver você pular -©..."

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"Vou dizer a meu senhor, que a manteiga derramou, e a manteiga não é minha, a manteiga é de Iôiô
coro: vou dizer a meu senhor, que a manteiga derramou
e a manteiga não é minha, caiu na água e molhou -©
e a manteiga é do patrão, caiu no chão e derramou -©
e a manteiga não é minha, caiu no chão e espatifou -©..."

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"A canoa virou marinheiro, oi no fundo do mar tem dinheiro, a canoa virou marinheiro
coro: oi no fundo do mar tem marinheiro..."

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"Ô meu mano, o que foi que tu viu lá, eu vi capoeira matando, também vi maculêlê capoeira
coro: ê jogo praticado na terra, de São Salvador
sou discípulo que aprendo, sou mestre que dou lição,
na roda da capoeira, nunca dei meu golpe em vão capoeira -©
Manoel dos Reis Machado, ele é fenomenal, ele é o mestre Bimba, criador da regional capoeira -©
capoeira é luta nossa, da era colonial, e nasceu foi na Bahia, angola e regional capoeira -©
quem quiser saber meu nome, quem quiser saber quem sou,
faço parte da senzala, sou samba de Salvador capoeira -©..."

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"O guarda civil não quer
coro: a roupa no quarador
Meu Deus onde vou quarar
coro: quarar minha roupa ..."

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"Na praia de Amaralina, eu vi um peixe uma sereia, eu vi dois camarão,
jogando capoeira na areia, sai, sai, sai, camarão
coro: sai camarão da areia
sai, sai, sai camarão da areia -©..."

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"Esse nego é malvado, esse nego é o cão
coro: olha pega esse nego e derruba no chão
esse nego é perverso, esse nego é o cão -©
eu castigo esse nego, conforme a razão -©..."


“Eu sou angoleiro, angoleiro o que é que eu sou?
coro: eu sou angoleiro
angoleiro de valor –©
Oh, meu mestre me ensinou –©
Por amor à capoeira –©
À capoeira de angola –©”

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“Olha a pomba voou, a pomba voou, a pomba voou gavião pegou
coro: olha a pomba voou, a pomba voou
a pomba voou, gavião pegou –©
a pomba voou, deixa voar –©”

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“O facão bateu embaixo, oh sinhá
coro: a bananeira caiu
oh, cai, cai, cai bananeira, oh sinhá –©
o facão bateu em cima, oh sinhá –©
oh, cai, cai, cai bananeira, oh sinhá-©”

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“Oh ligeiro, ligeiro
coro: Paraná
Eu também sou ligeiro –©
É ligeiro –©
Todo mundo é ligeiro –©
Ô mas também sou ligeiro – ©

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“Minha rainha sereia do mar, não deixe meu barco afundar
coro: minha rainha sereia do mar
não deixe meu barco afundar –©
não deixe meu barco virar –©
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“Tira daqui bota ali
coro: oh, Idalina
tira de lá põe prá cá –©
tira dali põe aqui –©
Idalina, Idalina –©

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“Dona Maria do Cambuotá, oi do Cambuotá, oi do Cambuotá
Coro: Dona Maria do Cambuotá
Oi do Cambuotá, oi do Cambuotá –©

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“Maré, maré, maré da beira mar
coro: Maré, maré
quero ver você jogar –©
maré da beira do mar –©
quero ver você tocar –©
na roda de capoeira –©
lá na ilha de Maré –©

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“ Pegue o berimbau –©
pegue o atabaque –©
peque o pandeiro –©
pegue o reco-reco –©
pegue o agogô – ©
e vamos jogar –©
essa capoeira –©
que é de angola –©
que é bom demais –©
o malandro me chamou pra jogar
coro: Capoeira angola na beira do mar”

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“Lemba eu, lemba, lemba do barro vermelho,
coro: lemba eu, lemba
lemba do vermelho barro –©
lemba do barro vermelho, da terra que eu plantei –©
lemba do barro vermelho, lemba do vermelho barro –©”

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“No tempo do cativeiro, quando o senhor me batia, eu rezava pra Nossa Senhora, ai meu Deus, como a pancada dóia –©
Trabalhava no algodão, no açúcar e no sizal, eu era chicoteado, lá no velho tronco de pau, quando eu cheguei na Bahia, a capoeira me libertou, mas o calor que eu me lembro não tinha igual, trabalha nego, nego trabalha
Coro: trabalha nego pra não apanhar
Trabalha nego, nego trabalha –©

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“Cadê meu amigo
coro: não veio
e por que não veio
coro: não sei
me pediu amizade
coro: eu dei
me deixou na saudade
coro: outra vez
quem faz 1 faz 2
coro: faz 3
quem faz 4 faz 5
coro: faz 6
Ponha a laranja neguinho, ponha a laranja no chão, você me pediu amizade neguinho, dei do fundo do coração
Coro: ponha a laranja neguinho, ponha a laranja no chão
Capoeira angola, neguinho, se joga bem no châo –©
Você cuida do teu reino sozinho, neguinho, com todo coração –©

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“A galinha come, é com o bico no chão, a galinha come
coro: é com o bico no chão
a galinha come –©”

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“Vem jogá mais eu, mano meu, vem brinca mais eu mano meu, vem vadia mais eu mano meu
coro: vem joga mais eu, vem joga mais eu mano meu, vem joga mais eu mano meu.
Capoeira de angola, mano meu, é gostoso de brincar –©”

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“Sereia criatura linda encanta os homens assim (bis), cantando na beira do mar fazendo eles pararem (bis) oh sereia, oh sereia
coro: oh sereia, oh sereia
pela doçura do teu cantar, eu me vejo obrigado a parar, oh sereia, oh sereia –©
um dia de lua cheia, tava sentado junto ao mar, quando de noite eu ouvia o canto de uma sereia, oh sereia, oh sereia –©
pela doçura do teu cantar, eu me vejo obrigado a parar, oh sereia, oh sereia –©
eu sou filho de Ogum, sou filho de Iemanjá, tanto faz eu tar na terra, tar nas águas, eu tar no ar, oh sereia, oh sereia-©
pela doçura do teu cantar, eu me vejo obrigado a parar, oh sereia, oh sereia –©

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“Bem ti vi botou,
coro: gameleira no chão
botou, botou –©”

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“Tô dormindo, tô sonhando
coro: tão falando mal de mim”

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“Até você
coro: minha comadre
falou de mim –©
eu não falei –©
falou que eu vi –©
falou, falou que eu vi –©”

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“Quando meu filho nascer vou perguntar a parteira, o que meu filho vai ser, o meu filho vai ser um capoeira, capoeira capu
coro: maculelê, maracatu
mas não é karatê, nem também kung-fu –©
mas eu fui na Bahia comer caruru –©
comi caruru mas não comi angu –©
não vem de rasteira que eu vou de au –©”
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“É um riacho que corre pro rio, é um riacho que corre pro mar, o mar é morada de peixe, eu quero ver quem vai jogar capoeira
coro: ó beira mar à uê beira mar
minha mãe chama Maria, lavadeira de maré, conheci tanta Maria, minha mãe não sei quem é quero saber –©”

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“Certo dia numa festa, um moleque me chamou pra jogar, eu que sou desconfiado, fiquei lá de lado à reparar, o que estava escrito na camisa
coro: era tal de Besouro Macangá
o que estava escrito na camisa –©”

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“Eu não sou daqui
coro: marinheiro só
eu sou da Bahia –©
de São Salvador –©
ô marinheiro, marinheiro –©
quem te ensinou a nadar –©
ou foi o tombo do navio –©
ou foi o balanço do mar –©
lá vem, lá vem –©
como ele vem faceiro –©
todo de branco –©
com seu bonezinho –©”

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“Chora menino
coro: nhem, nhem, nhem
o menino chorou –©
cala a boca menino –©
ô menino danado –©
ô menino chorão –©
foi porque não mamou –©”

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“Ponha a laranja no chão tico-tico
coro: ponha a laranja no chão tico-tico
se meu amor for se embora eu não fico –©”

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“Ê Dona Maria que vem de maré, e que chega a madame que manda botar
coro: ai, ai aidê
joga bonito que eu quero aprender –©
olha joga pra cá que eu vou te pegar –©
olha dá uma rasteira que eu quero aprender –©”

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“Luanda ê meu boi, luanda ê Pará, Tereza samba deitada, ô Marina samba de pé, eu fui lá no cais da Bahia, não vi lêlê, nem lálá, ô lai lailá
coro: ô lêlê”

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“Ê vai você, vai você
coro: dona Maria como vai você
Joga bonito que eu quero aprender –©
Olha da uma rasteira que eu quero ver –©
Joga comigo, e eu com você –©”

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“É água do mar é maré cheia, ô na areia ô, na areia
coro: É água do mar é maré cheia ô, na areia õ, na areia.

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“A capoeira
coro repete
Que veio de angola –© repete
E aqui chegou –© repete
Ao romper da aurora –© repete
Foi um negro escravo –© repete
Que nos ensinou –© repete
Oi a capoeira –© repete
Que nos libertou –© repete
Ô mestre Pastinha –© repete
Nosso guardião –© repete
Oi da capoeira –© repete
Em seu coração –©